<em>PT</em> quer mais lucros à custa de quem trabalha
A Comissão de Trabalhadores da PT Comunicações voltou a criticar severamente a proposta final da administração para a revisão do Acordo de Empresa, à qual alguns sindicatos deram já o seu acordo de princípio (que pretendem ratificar em referendo). «Se a táctica não mudar, o resultado final diário será de 39,29 euros para a PTC e de zero euros para o trabalhador», alerta a CT, apelando à luta contra a imposição da adaptabilidade dos horários de trabalho e da polivalência funcional.
«Os trabalhadores da área técnica, a curto prazo, e depois todos os outros podem vir a perder centenas de euros por mês», porque, se a adaptabilidade dos horários de trabalho for aceite no AE, passa a ser obrigatório trabalhar até mais duas horas por dia, calculando-se o horário máximo semanal em termos médios, para períodos de 4 meses. Impondo uma escala que prolongasse o fim da jornada das 17.30 até às 19.30 horas, a empresa deixaria de pagar (e os trabalhadores deixariam de receber) o acréscimo no valor das horas de trabalho suplementar, o valor de meia hora de descanso compensatório e o subsídio especial de jantar. Por cada dia e por cada trabalhador, a PTC arrecadava quase oito contos!
Com vencimento médio de 1.100,00 euros, bastariam mil trabalhadores subordinados ao novo regime para que, anualmente, a empresa ficasse com mais 9,2 milhões de euros nos seus cofres – estima a CT.
«Ponta de lança»
O SNTCT/CGTP-IN recusou o seu acordo de princípio à revisão do AE e não vai promover nenhum referendo, pois «durante o processo negocial consultámos os trabalhadores, sabemos a sua opinião e assumimos as nossas responsabilidades». O sindicato afirma, num comunicado em que analisa detalhadamente o conteúdo da proposta patronal, as exigências do Código do Trabalho e as perdas dos trabalhadores, que os seus sócios «manterão os direitos do actual AE e serão aumentados como todos os outros» funcionários.
«A PT Comunicações é, neste momento, a “ponta de lança” do patronato na tentativa de levar ainda mais longe a retirada de direitos que o Código do Trabalho iniciou», acusa o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações.
Para o SNTCT, é «um erro grosseiro e uma enorme machadada na confiança dos trabalhadores dar agora acordo à alteração da vigência do AE», que passaria a submeter-se aos dois anos previstos no Código do Trabalho, quando hoje essa cláusula garante que o AE só será substituído por outro que seja negociado.
«Vai ser necessária uma grande resistência e unidade dos trabalhadores para travar esta ofensiva que, infelizmente, tem o acordo de quem não se devia prestar a isso», conclui o comunicado do SNTCT.
«Os trabalhadores da área técnica, a curto prazo, e depois todos os outros podem vir a perder centenas de euros por mês», porque, se a adaptabilidade dos horários de trabalho for aceite no AE, passa a ser obrigatório trabalhar até mais duas horas por dia, calculando-se o horário máximo semanal em termos médios, para períodos de 4 meses. Impondo uma escala que prolongasse o fim da jornada das 17.30 até às 19.30 horas, a empresa deixaria de pagar (e os trabalhadores deixariam de receber) o acréscimo no valor das horas de trabalho suplementar, o valor de meia hora de descanso compensatório e o subsídio especial de jantar. Por cada dia e por cada trabalhador, a PTC arrecadava quase oito contos!
Com vencimento médio de 1.100,00 euros, bastariam mil trabalhadores subordinados ao novo regime para que, anualmente, a empresa ficasse com mais 9,2 milhões de euros nos seus cofres – estima a CT.
«Ponta de lança»
O SNTCT/CGTP-IN recusou o seu acordo de princípio à revisão do AE e não vai promover nenhum referendo, pois «durante o processo negocial consultámos os trabalhadores, sabemos a sua opinião e assumimos as nossas responsabilidades». O sindicato afirma, num comunicado em que analisa detalhadamente o conteúdo da proposta patronal, as exigências do Código do Trabalho e as perdas dos trabalhadores, que os seus sócios «manterão os direitos do actual AE e serão aumentados como todos os outros» funcionários.
«A PT Comunicações é, neste momento, a “ponta de lança” do patronato na tentativa de levar ainda mais longe a retirada de direitos que o Código do Trabalho iniciou», acusa o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações.
Para o SNTCT, é «um erro grosseiro e uma enorme machadada na confiança dos trabalhadores dar agora acordo à alteração da vigência do AE», que passaria a submeter-se aos dois anos previstos no Código do Trabalho, quando hoje essa cláusula garante que o AE só será substituído por outro que seja negociado.
«Vai ser necessária uma grande resistência e unidade dos trabalhadores para travar esta ofensiva que, infelizmente, tem o acordo de quem não se devia prestar a isso», conclui o comunicado do SNTCT.